quinta-feira, 19 de março de 2015

Introdução ao Pré-Modernismo



LITERATURA BRASILEIRA
PRÉ-MODERNISMO

O Pré-Modernismo acontece anos antes da Semana da Arte Moderna, em 1922, e é o período de transição entre as tendências do final do Simbolismo ou Parnasianismo, século XIX, e o Modernismo.

Neste período, alguns anos após a abolição da escravatura, muitos imigrantes, em sua maioria italianos, vêm ao Brasil substituir a mão-de-obra rural e escrava.

A urbanização de São Paulo faz surgir uma nova classe social: a operária, ao mesmo tempo em que os           ex-escravos são marginalizados nos centros urbanos.
Os estados brasileiros passam por transformações na economia: a ascensão do café no Sul e Sudeste, e o declínio da cana-de-açúcar no Nordeste.

O governo republicano não garantia esperanças e não promovia as tão esperadas mudanças sociais, pelo contrário, a sociedade se encontrava dividida entre a elite detentora de dinheiro, respeito e poder das oligarquias rurais e a classe trabalhadora rural, bem como dos marginalizados nos centros urbanos.

A desigualdade social culminou em diversos movimentos sociais pelo Brasil, como a Revolta de Canudos, ocorrida no final do século XIX no sertão da Bahia, sob liderança de Antônio Conselheiro, dentre outros movimentos de protesto às condições de vida no Nordeste. Além disso, ocorreu também os movimentos protestantes no meio urbano, como a Revolta da Chibata, em 1910, contra o maltrato da Marinha à corporação e também as greves de operários.

Já no começo do século XX começa a surgir os primeiros indícios da crise cafeeira com a superprodução de café, a chamada crise da “República Café-com-Leite”.

É em meio a este quadro na sociedade brasileira que começa no Brasil uma nova produção literária, intitulada de Pré-Modernismo pelo crítico literário Tristão de Ataíde. Trata-se das obras literárias de um grupo de escritores que propunham as mesmas temáticas e formas, as que seriam enquadradas no futuro movimento literário: o Modernismo. Destaca-se neste período a obra Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã de Graça Aranha. Contudo, o Pré-Modernismo não é tido como uma “escola literária”, pois apresenta características individuais muito marcantes.

No entanto, há características comuns às obras desse período: a ruptura com a linguagem pomposa parnasiana; a exposição da realidade social brasileira; o regionalismo; a marginalidade exposta nas personagens e associação aos fatos políticos, econômicos e sociais.

Os principais autores do período são:
Lima Barreto (1881-1922)
João do Rio (1881-1921)
Augusto dos Anjos (1884-1914)
Euclides da Cunha (1866-1909)
Monteiro Lobato (1882-1948)


Créditos para www.mundoeducacao.com/literatura/premodernismo


PRÉ-MODERNISMO
·         O Pré-Modernismo não é considerado uma escola literária, porque é somente o período (1902-1922) antes do Modernismo de fato e no qual alguns escritores não adaptados inteiramente às propostas da modernidade, escreveram.     O Pré-Modernismo acontece anos antes da Semana da Arte Moderna, em 1922, e é o período de transição entre as tendências do final do Simbolismo ou Parnasianismo, século XIX, e o Modernismo.

·         Seu contexto histórico é marcado por manifestações sociais e regionais como A guerra de Canudos, o cangaço, a crise de misticismo nordestino, a Revolta contra a vacina, a Guerra do Contestado, o Ciclo da Borracha, a Revolta da Chibata, greves operárias e a República o Café com Leite.

·         Delimitação: Teve início em 1902 com o lançamento dos livros Canaã e Os Sertões e termina com a semana da Arte Moderna em 1922.
        

 Neste período, alguns anos após a abolição da escravatura, muitos imigrantes, em sua maioria italianos, vêm ao Brasil substituir a mão-de-obra rural e escrava.
        
 A urbanização de São Paulo faz surgir uma nova classe social: a operária, ao mesmo tempo em que os ex-escravos são marginalizados nos centros urbanos.
      
   Os estados brasileiros passam por transformações na economia: a ascensão do café no Sul e Sudeste, e o declínio da cana-de-açúcar no Nordeste.
       
  O governo republicano não garantia esperanças e não promovia as tão esperadas mudanças sociais, pelo contrário, a sociedade se encontrava dividida entre a elite detentora de dinheiro, respeito e poder das oligarquias rurais e a classe trabalhadora rural, bem como dos marginalizados nos centros urbanos.
        
 A desigualdade social culminou em diversos movimentos sociais pelo Brasil, como a Revolta de Canudos, ocorrida no final do século XIX no sertão da Bahia, sob liderança de Antônio Conselheiro, dentre outros movimentos de protesto às condições de vida no Nordeste. Além disso, ocorreu também os movimentos protestantes no meio urbano, como a Revolta da Chibata, em 1910, contra o maltrato da Marinha à corporação e também as greves de operários.
       
 Já no começo do século XX começa a surgir os primeiros indícios da crise cafeeira com a superprodução de café, a chamada crise da “República Café-com-Leite”.
      
  É em meio a este quadro na sociedade brasileira que começa no Brasil uma nova produção literária, intitulada de Pré-Modernismo pelo crítico literário Tristão de Ataíde. Trata-se das obras literárias de um grupo de escritores que propunham as mesmas temáticas e formas, as que seriam enquadradas no futuro movimento literário: o Modernismo. Destaca-se neste período a obra Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã de Graça Aranha. Contudo, o Pré-Modernismo não é tido como uma “escola literária”, pois apresenta características individuais muito marcantes.

       No entanto, há características comuns às obras desse período: a ruptura com a linguagem pomposa parnasiana; a exposição da realidade social brasileira; o regionalismo; a marginalidade exposta nas personagens e associação aos fatos políticos, econômicos e sociais.
 
      Os principais autores pré-modernistas são: Euclides da Cunha, Augusto dos Anjos, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato.

·         O Pré-Modernismo tem genericamente temas sociais, pois dispõe de uma faceta revolucionária, que capta as dificuldades do homem moderno, da realidade brasileira e reflete novos tipos como a República e os problemas gerados pela abolição da escravatura.

·         Existem quatro prosadores principais Pré-Modernistas brasileiros que fixaram suas obras em determinadas regiões do Brasil, retratando temas específicos e usando de tipos humanos bem característicos. São eles:

1.    Euclides da Cunha: retratou a região Nordeste, com o tema sobre a miséria do nordestino e a submissão religiosa. Tipo humano: nordestino.

2.    Graça Aranha: usou a região do Espírito Santo , e o tema foi adaptação dos imigrantes europeus (alemães principalmente) ao Brasil. Tipo humano: imigrantes.

3.    Lima Barreto: retratou a Periferia do Rio de Janeiro, fazendo uma crítica ao preconceito racial. Tipo Humano: Negros.

4.    Monteiro Lobato: Região de SP- Vale do paraíba. Fez uma crítica política relacionada com a agricultura e sobre o descaso do governo com a população. Tipo Humano: caboclo/lavrador.

·         Os Sertões, obra de Euclides da Cunha, pode ser dividido em três partes, são elas:
1.    A Terra: Nesta parte, o escritor traça um detalhado perfil das condições geográficas brasileiras e faz uma análise crítica das mais variadas regiões do país, inclusive do Nordeste.
2.    O homem: É uma descrição física, emocional e social sobre o Sertão.
3.    A luta: o plano de fundo é a Guerra de Canudos, mas a verdadeira ‘’luta’’ é pela sobrevivência, é o HomemX a Terra

O determinismo pode ser observado na Obra quando os três fatores que explicam o comportamento no Sertão estão juntos: a ‘’raça’’ (o sertanejo/o nordestino), o ‘’meio’’ (o sertão, a região de Canudos, interior da BA), e o momento histórico (a sobrevivência, A guerra de Canudos).

Antônio Conselheiro (Antônio Maciel, beatinho), personagem principal da Guerra de Canudos, era um líder religioso messiânico, que agrega os sertanejos no arraial de Canudos, dá casa e comida aos mesmos, e prega contra a República pois é Monarquista.

A Guerra de Canudos (1895-1897) foi entre Antônio Conselheiro e os Sertanejos e a Igreja e o Governo (república).
- Essa Obra não é considerada de valor literário pois é um tratado sociológico, já que estuda o homem dentro de uma sociedade, no caso, ‘’seca’’.

·         Monteiro Lobato além de produzir histórias infantis, também escreveu literatura adulta.
1.    Jeca Tatu = personagem de histórias de Monteiro Lobato, representa o típico lavrador, ignorante, analfabeto, desmotivado, preguiçoso. É uma crítica do autor ao descaso do governo com a população das ‘’cidades mortas’’.
2.    As duas principais obras de Monteiro são: - Urupês : Referência a praga que ataca os pés de café, destrói toda a lavoura, deixando a classe lavradora sem trabalho. – Cidades Mortas: Contos que traduzem a situação de abandono e miséria da população do campo. (material, social e intelectual).
3.    Um frase célebre e ‘’atemporal’’ do autor é: ‘’Um país se faz com homens e livros’’.

·         O Pré-modernismo teve início com a obra Canaã de Graça Aranha, e o título da obra pode ser justificado de forma que Canaã é a terra prometida aos judeus, fazendo uma referencia bíblica, Graça Aranha mostra o Brasil como a Canaã dos imigrantes alemães que vêm para cá em busca de trabalho e vida digna, fugindo da miséria europeia da época. Na obra, existem dois personagens principais, são eles: 1- Milkau: imigrante alemão que vem ao Brasil para ser feliz, disposto a dividir, ensinar e aprender. 2- Lentz: imigrante alemão também, que acredita na superioridade branca e vem ao Brasil para ‘’se fazer Senhor em um país de mestiços’’.                                                                                                                                                                   

         Lima Barreto é provavelmente o escritor mais polêmico desse período pré-modernista, e entre ele e Machado de Assis são feitas comparações, pois Lima Barreto assumia que era pobre e negro, sendo julgado pela sociedade, já Machado ao contrário. Lima Barreto fazia duras críticas à sociedade da época, como quanto ao descaso do governo com os sertanejos, negros, mulatos, mulheres etc.

·         O Pré-modernismo também conta com a Poesia de Augusto dos Anjos, que era depressivo, usava de vocabulário forte e chocante.
 

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