LITERATURA BRASILEIRA
PRÉ-MODERNISMO
O Pré-Modernismo acontece anos antes da Semana da
Arte Moderna, em 1922, e é o período de transição entre as tendências do final
do Simbolismo ou Parnasianismo, século XIX, e o Modernismo.
Neste período, alguns anos após a abolição da
escravatura, muitos imigrantes, em sua maioria italianos, vêm ao Brasil
substituir a mão-de-obra rural e escrava.
A urbanização de São Paulo faz surgir uma nova
classe social: a operária, ao mesmo tempo em que os ex-escravos são marginalizados nos centros
urbanos.
Os estados brasileiros passam por transformações na
economia: a ascensão do café no Sul e Sudeste, e o declínio da cana-de-açúcar
no Nordeste.
O governo republicano não garantia esperanças e não
promovia as tão esperadas mudanças sociais, pelo contrário, a sociedade se
encontrava dividida entre a elite detentora de dinheiro, respeito e poder das
oligarquias rurais e a classe trabalhadora rural, bem como dos marginalizados
nos centros urbanos.
A desigualdade social culminou em diversos
movimentos sociais pelo Brasil, como a Revolta de Canudos, ocorrida no final do
século XIX no sertão da Bahia, sob liderança de Antônio Conselheiro, dentre
outros movimentos de protesto às condições de vida no Nordeste. Além disso,
ocorreu também os movimentos protestantes no meio urbano, como a Revolta da
Chibata, em 1910, contra o maltrato da Marinha à corporação e também as greves
de operários.
Já no começo do século XX começa a surgir os
primeiros indícios da crise cafeeira com a superprodução de café, a chamada
crise da “República Café-com-Leite”.
É em meio a este quadro na sociedade brasileira que
começa no Brasil uma nova produção literária, intitulada de Pré-Modernismo pelo
crítico literário Tristão de Ataíde. Trata-se das obras literárias de um grupo
de escritores que propunham as mesmas temáticas e formas, as que seriam
enquadradas no futuro movimento literário: o Modernismo. Destaca-se neste
período a obra Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã de Graça Aranha. Contudo,
o Pré-Modernismo não é tido como uma “escola literária”, pois apresenta
características individuais muito marcantes.
No entanto, há características comuns às obras
desse período: a ruptura com a linguagem pomposa parnasiana; a exposição da
realidade social brasileira; o regionalismo; a marginalidade exposta nas
personagens e associação aos fatos políticos, econômicos e sociais.
Os
principais autores do período são:
Lima Barreto (1881-1922)
João do Rio (1881-1921)
Augusto dos Anjos (1884-1914)
Euclides da Cunha (1866-1909)
Monteiro Lobato (1882-1948)
Lima Barreto (1881-1922)
João do Rio (1881-1921)
Augusto dos Anjos (1884-1914)
Euclides da Cunha (1866-1909)
Monteiro Lobato (1882-1948)
Créditos
para www.mundoeducacao.com/literatura/premodernismo
PRÉ-MODERNISMO
·
O Pré-Modernismo não é considerado uma escola literária, porque é somente o
período (1902-1922) antes do Modernismo de fato e no qual alguns escritores não
adaptados inteiramente às propostas da modernidade, escreveram. O Pré-Modernismo acontece anos antes da Semana da Arte Moderna, em
1922, e é o período de transição entre as tendências do final do Simbolismo ou
Parnasianismo, século XIX, e o Modernismo.
·
Seu contexto histórico é marcado por manifestações sociais e regionais como A
guerra de Canudos, o cangaço, a crise de misticismo nordestino, a Revolta
contra a vacina, a Guerra do Contestado, o Ciclo da Borracha, a Revolta da
Chibata, greves operárias e a República o Café com Leite.
·
Delimitação: Teve início em 1902 com o lançamento dos livros Canaã e Os Sertões e termina com a
semana da Arte Moderna em 1922.
Neste período, alguns anos após a abolição da escravatura, muitos imigrantes, em sua maioria italianos, vêm ao Brasil substituir a mão-de-obra rural e escrava.
A urbanização de São Paulo faz surgir uma nova classe social: a operária, ao mesmo tempo em que os ex-escravos são marginalizados nos centros urbanos.
Os estados brasileiros passam por transformações na economia: a ascensão do café no Sul e Sudeste, e o declínio da cana-de-açúcar no Nordeste.
O governo republicano não garantia esperanças e não promovia as tão esperadas mudanças sociais, pelo contrário, a sociedade se encontrava dividida entre a elite detentora de dinheiro, respeito e poder das oligarquias rurais e a classe trabalhadora rural, bem como dos marginalizados nos centros urbanos.
A desigualdade social culminou em diversos movimentos sociais pelo Brasil, como a Revolta de Canudos, ocorrida no final do século XIX no sertão da Bahia, sob liderança de Antônio Conselheiro, dentre outros movimentos de protesto às condições de vida no Nordeste. Além disso, ocorreu também os movimentos protestantes no meio urbano, como a Revolta da Chibata, em 1910, contra o maltrato da Marinha à corporação e também as greves de operários.
Já no começo do século XX começa a surgir os primeiros indícios da crise cafeeira com a superprodução de café, a chamada crise da “República Café-com-Leite”.
É em meio a este quadro na sociedade brasileira que começa no Brasil uma nova produção literária, intitulada de Pré-Modernismo pelo crítico literário Tristão de Ataíde. Trata-se das obras literárias de um grupo de escritores que propunham as mesmas temáticas e formas, as que seriam enquadradas no futuro movimento literário: o Modernismo. Destaca-se neste período a obra Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã de Graça Aranha. Contudo, o Pré-Modernismo não é tido como uma “escola literária”, pois apresenta características individuais muito marcantes.
No entanto, há características comuns às obras desse período: a ruptura com a linguagem pomposa parnasiana; a exposição da realidade social brasileira; o regionalismo; a marginalidade exposta nas personagens e associação aos fatos políticos, econômicos e sociais.
Os principais autores pré-modernistas são: Euclides da Cunha, Augusto dos Anjos, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato.
·
O Pré-Modernismo tem genericamente temas sociais, pois dispõe de uma faceta revolucionária,
que capta as dificuldades do homem moderno, da realidade brasileira e reflete
novos tipos como a República e os problemas gerados pela abolição da
escravatura.
·
Existem quatro prosadores principais Pré-Modernistas brasileiros que fixaram
suas obras em determinadas regiões do Brasil, retratando temas específicos e
usando de tipos humanos bem característicos. São eles:
1.
Euclides da Cunha: retratou a
região Nordeste, com o tema sobre a miséria do nordestino e a submissão
religiosa. Tipo humano: nordestino.
2.
Graça Aranha: usou a região do
Espírito Santo , e o tema foi adaptação dos imigrantes europeus (alemães
principalmente) ao Brasil. Tipo humano: imigrantes.
3.
Lima Barreto: retratou a
Periferia do Rio de Janeiro, fazendo uma crítica ao preconceito racial. Tipo
Humano: Negros.
4.
Monteiro Lobato: Região de SP-
Vale do paraíba. Fez uma crítica política relacionada com a agricultura e sobre
o descaso do governo com a população. Tipo Humano: caboclo/lavrador.
·
Os Sertões, obra de Euclides da Cunha, pode ser dividido em três partes,
são elas:
1.
A Terra: Nesta parte, o escritor
traça um detalhado perfil das condições geográficas brasileiras e faz uma
análise crítica das mais variadas regiões do país, inclusive do Nordeste.
2.
O homem: É uma descrição física,
emocional e social sobre o Sertão.
3.
A luta: o plano de fundo é a
Guerra de Canudos, mas a verdadeira ‘’luta’’ é pela sobrevivência, é o HomemX
a Terra
O determinismo pode ser observado na Obra quando os três
fatores que explicam o comportamento no Sertão estão juntos: a ‘’raça’’ (o
sertanejo/o nordestino), o ‘’meio’’ (o sertão, a região de Canudos, interior da
BA), e o momento histórico (a sobrevivência, A guerra de Canudos).
Antônio
Conselheiro (Antônio Maciel,
beatinho), personagem principal da Guerra de Canudos, era um líder religioso
messiânico, que agrega os sertanejos no arraial de Canudos, dá casa e comida
aos mesmos, e prega contra a República pois é Monarquista.
A Guerra de
Canudos (1895-1897) foi entre
Antônio Conselheiro e os Sertanejos e a Igreja e o Governo (república).
- Essa Obra não é
considerada de valor literário pois é um tratado sociológico, já que estuda o
homem dentro de uma sociedade, no caso, ‘’seca’’.
·
Monteiro Lobato além de produzir histórias infantis, também escreveu literatura
adulta.
1. Jeca
Tatu = personagem de histórias de Monteiro Lobato, representa o típico
lavrador, ignorante, analfabeto, desmotivado, preguiçoso. É uma crítica do
autor ao descaso do governo com a população das ‘’cidades mortas’’.
2. As
duas principais obras de Monteiro são: - Urupês : Referência a
praga que ataca os pés de café, destrói toda a lavoura, deixando a classe
lavradora sem trabalho. – Cidades Mortas: Contos que traduzem a situação
de abandono e miséria da população do campo. (material, social e intelectual).
3. Um
frase célebre e ‘’atemporal’’ do autor é: ‘’Um país se faz com homens e
livros’’.
·
O Pré-modernismo teve início com a obra Canaã
de Graça Aranha, e o título da obra pode ser justificado de forma que Canaã
é a terra prometida aos judeus, fazendo uma referencia bíblica, Graça Aranha
mostra o Brasil como a Canaã dos imigrantes alemães que vêm para cá em busca de
trabalho e vida digna, fugindo da miséria europeia da época. Na obra, existem
dois personagens principais, são eles: 1- Milkau:
imigrante alemão que vem ao Brasil para ser feliz, disposto a dividir, ensinar
e aprender. 2- Lentz: imigrante
alemão também, que acredita na superioridade branca e vem ao Brasil para ‘’se
fazer Senhor em um país de mestiços’’.
Lima Barreto é provavelmente o escritor mais
polêmico desse período pré-modernista, e entre ele e Machado de Assis são
feitas comparações, pois Lima Barreto assumia que era pobre e negro, sendo
julgado pela sociedade, já Machado ao contrário. Lima Barreto fazia duras
críticas à sociedade da época, como quanto ao descaso do governo com os
sertanejos, negros, mulatos, mulheres etc.
·
O Pré-modernismo também conta com a Poesia de Augusto dos Anjos, que era
depressivo, usava de vocabulário forte e chocante.
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