segunda-feira, 11 de maio de 2015

exercício de língua portuguesa



Escola Estadual Nossa Senhora da Penha                                                                        
Professora: Márcia Oliveira         

Exercício de Língua Portuguesa
Texto I
João e Maria

     A bruxa veio do nada, voando no cabo de vassoura, e ceifou a vida de João.
     A história podia terminar aí, mal começa porque João era ainda uma criança, mas sua mãe não deixou. Um menino tão bonzinho e amado, se finar assim de repente. Sofrendo horrível com a morte do filho, desesperada apesar dos confortos amigos, não se conformava: queria que ele continuasse. Pelo menos um pouco dele.
     A mãe deu os olhos de João. Fez a doação para um banco de olhos, isso que a gente vê só de longe e nos outros. Foi previsível que os parentes estranhassem, mais que isso, não entendessem, indignados, quase, uma desnaturada. E, contudo, era simples ir refazendo o seu caminho, até lhe encontrar o coração no motivo. O mais bonito que João viveria.
     E Maria, que há dois anos esperava, teve afinal esperança.
     E a operação de Maria, um transplante, de córnea, se fez possível, com sucesso feliz.
     E João e Maria de olhos dados seguiram juntos, e saíram do escuro.
( Ricardo Ramos Amantes )

01. Os parentes acharam que a doação das córneas de
João era
A) algo absurdo.
B) algo desesperado.
C) algo possível.
D) um fato natural.
E) um fato previsível.

02. No trecho “     A história podia terminar aí, mal começa porque João era ainda uma criança, mas sua mãe não deixou.” A palavra destacada expressa uma ideia de
A) explicação
B) opção
C) adversidade
D) conclusão
E) adição

03. A crônica de Ricardo Ramos trata com sensibilidade de uma situação que é tabu para muitos. Ela é
A) o abandono de crianças, como o de João é Maria, contado no clássico da literatura infantil.
B) os riscos das cirurgias de transplante de órgãos.
C) a indignação dos parentes dos doadores.
D) o sofrimento das mães que perderam seus filhos.
E) a doação de órgãos no Brasil.

Leia o texto  II para responda as questões 4 e 5.

A porcentagem de tipos sanguíneos varia em
diferentes grupos populacionais. Muitos povos
indígenas, como várias tribos da América, não
possuem o tipo B. No Brasil, os tipos O e A
respondem, juntos, por quase 90% dos habitantes.
Uma provável explicação para esse fenômeno está em
pesquisas ainda não conclusivas: elas indicam que
algumas doenças são mais comuns em determinados
tipos sanguíneos. O câncer de estômago, por exemplo,
seria mais frequente em pessoas com sangue tipo A; a
pneumonia e certos tipos de anemia, no tipo B.
Conforme certas epidemias se tornam mais frequentes,
elas matam mais pessoas de certo tipo sanguíneo – e
sobra mais gente dos outros.

O que determina os diferentes tipos de sangue?
Superinteressante. n° 195, dezembro de 2003, p. 50. *Adaptado: Reforma Ortográfica

04. O objetivo desse texto é
A) divertir.
B) alertar.
C) informar.
D) ilustrar.
E) divulgar.

05. Na frase “Uma provável explicação para esse fenômeno está em pesquisas ainda não conclusivas: elas indicam que algumas doenças são mais comuns em determinados tipos sanguíneos.”, os dois pontos estabelecem uma relação de
A) temporalidade.
B) condição.
C) negação.
D) explicação.
E) conclusão.
  
Leia a propaganda a seguir.

06. A propaganda que segue é uma peça da campanha do Greenpeace em favor da causas ambientalistas. Na propaganda, a legenda estabelece uma relação de intertextualidade com conto de fadas
“Chapeuzinho Vermelho” alertando sobre

A)a importância de se informar as crianças para não aceitar o auxílio de estranhos.

(B)a inexistência futura de um meio ambiente equilibrado como supõe o conto.

(C)a repetição demasiada da história que enfoca o bem x o mal.

(D) a necessidade de se abandonar velhos costumes em prol do progresso.

(E) a instigação à autonomia e liberdade da criança desde a infância

Leia o texto III  para responder às questões de 7 a 10.

A última noite de natal

         Os grandes olhos claros e aguados boiavam na sombra nevoenta, cheios de espanto. Esfregou-os, arrastouse pesado e entanguido, mal seguro à bengala, sentou-se num banco do jardim, fatigado, suspirando, examinou a custo os arredores. Gastou uns minutos passeando as mãos desajeitadas na gola do casaco. 0 exercício penoso enfureceu-o. Resmungou palavras enérgicas e incompreensíveis, esforçou-se por dominar a tremura. Com certeza era por causa do frio que os dedos caprichosos divagavam no pano esgarçado e os queixos banguelos se moviam continuamente. Era por causa do frio, sem dúvida. Se conseguisse abotoar o casaco e levantar a gola, os movimentos incômodos cessariam. Em que estava pensando ao chegar ali? Ia jurar que pensava em coisas agradáveis. Ou seriam desagradáveis? Pedaços de recordações incoerentes dançavam-lhe no espírito, acendiam-se, apagavam-se, como vaga-lumes, confundiam-se com os letreiros verdes, vermelhos, que se acendiam e apagavam também quase invisíveis na poeira nebulosa. Tentou reunir as letras, fixar a atenção nas mais próximas, brilhantes, enormes. [...]
         Que doidice! Não é que estava imaginando ver ali, nas transitórias claridades, a igreja vista sessenta anos antes? Tresvariava. Sacudiu a cabeça, afastou a lembrança importuna. De que servia desenterrar casos antigos, alegrias e sofrimentos incompletos? [...]
         Depois tudo fora decaindo, minguando, morrendo. Achara-se novamente só. Os filhos e os netos se haviam espalhado pelo mundo. Agora… Que extensa caminhada, que enormes ladeiras, pai do céu! Já nem se lembrava dos lugares percorridos.

Texto extraído do livro “Linhas Tortas”, Editora Record – Rio de Janeiro, 2005, pág. 317

07. No trecho “ Se conseguisse abotoar o casaco e levantar a gola...” (l. 6-7), a conjunção destacada estabelece relação de
(A) causa        
(B) concessão    
(C) tempo
(D) consequência
(E) condição

08. Nesse texto, a expressão “pai do céu” (l. 16) foi usada para indicar
 (A) religiosidade
(B) espanto
(C) abandono
(D) suspense
(E) dúvida

09. No trecho “ De que servia desenterrar casos antigos, alegrias e sofrimentos incompletos?” (l. 13-14), o uso do ponto de interrogação sugere
(A) um deboche
(B) um espanto
(C) uma curiosidade
(D) uma dúvida
(E) uma indignação

10. Nesse texto, na passagem “ Tentou reunir as letras, fixar a atenção nas mais próximas, brilhantes, enormes.” (l. 11), a palavra em destaque retoma
(A) coisas desagradáveis.
(B) recordações incoerentes.
(C) letras.
(D) transitórias claridades.
(E) alegrias

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